Colônia belga em Ilhota (SC)

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Maes Leonard

Sobrenome: 
Maes
Nome: 
Leonard
Data nascimento: 
domingo, 7 Março, 1813
Nascido em: 
Tielt - Aarsele
BE
Resido em: 
Tielt - Aarsele
BE
Profissão: 
Agricultor
Travesia
Barco: 
Jan van Eyck - 23.08.1844
Idade momento do embarque: 
31
N° de pessoas: 
1
Descendentes: 

Durante a 6° legislatura 1977-1983 e também na 7° legislatura 1983-1988, o Sr. Lincoln de Alcântara Maes, foi vereador na Câmara Municipal de Ilhota.

Três descendentes da familia Maes foram honrados com nomes de rua em Ilhota: o Sr. Izidoro Maes (26/6/1962 – Lei 52/62), o Sr. Ricardo Paulino Maes, (26/7/1962 – Lei 57/62) e a Sra. Luiza Maes Melo.

Ilhota Rua Izidoro Maes

Ilhota Rua Ricardo Maes

Ilhota Rua Luiza Maes

Observação: 

Provavelmente, irmão de Maes Eugene.

Assinou, junto com outros colonos belgas, o documento elaborado pelo diretor da Colônia, Joseph Philippe Fontaine em 1847, que comprava o recebimento dos mantimentos e alimentos necessários para subsistência dos mesmos como acordava o contrato.

Fonte Paulo Rogerio Maes p. 60-61 + 74-75

A colônia belga já estava desde o final de 1845 vivendo seus primeiros dramas com inundações, safras destruídas e mortes. Fontaine pagava caboclos para o trabalho mais duro e provocava a ira dos belgas, que se recusavam a prestar doravante seu dia obrigatório de trabalho gratuito. As brigas levaram Fontaine a fazer queixa às autoridades brasileiras, que condenaram três belgas, Krabeels e os dois irmãos Eugène e Leonard Maes, a dois anos de prisão. em Desterro, suas mulheres com dez crianças vagavam pelas ruas, pés descalços e pedindo esmolas. O consulado ajudou no seu sustento e colocou as crianças na escola pública. Os presos protestavam e teimavam em ser julgados pelas leis belgas.

Fonte capítulo "Os ‘flamengos' do Brasil colonial" de Eddy Stols no livro "Brasil e Bélgica: Cinco Séculos de Conexões e Interações".