Colônia belga em Ilhota (SC)

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Crabeels Emmeric

Sobrenome: 
Crabeels
Sobrenome alternativo: 

Krabeels [fonte: Stols]

Nome: 
Emmeric
Profissão: 
Alfaiate
Barco: 
Jan van Eyck - 23.08.1844
Idade momento do embarque: 
48
Chegou com família: 
sim
Nascido em: 
Tielt - Aarsele
BE
Resido em: 
Tielt - Aarsele
BE
Observação: 

Assinou, junto com outros colonos belgas, o documento elaborado pelo diretor da Colônia, Joseph Philippe Fontaine em 1847, que comprava o recebimento dos mantimentos e alimentos necessários para subsistência dos mesmos como acordava o contrato.

Fonte Paulo Rogerio Maes p. 60-61 + 74-75

Crabbeels Emeric Conrad, 48 anos, alfiate – Mestdagh Rosalie, 44 anos, costureira + crianças : Angelique 9 anos, Philoméne 3 anos.

Este família voltou antes de 1853 para a Bélgica.

Fonte https://www.familiekundedeinze.be/wp-content/uploads/2017/04/Leiestam-2016.pdf

A colônia belga já estava desde o final de 1845 vivendo seus primeiros dramas com inundações, safras destruídas e mortes. Fontaine pagava caboclos para o trabalho mais duro e provocava a ira dos belgas, que se recusavam a prestar doravante seu dia obrigatório de trabalho gratuito. As brigas levaram Fontaine a fazer queixa às autoridades brasileiras, que condenaram três belgas, Krabeels e os dois irmãos Eugène e Leonard Maes, a dois anos de prisão. em Desterro, suas mulheres com dez crianças vagavam pelas ruas, pés descalços e pedindo esmolas. O consulado ajudou no seu sustento e colocou as crianças na escola pública. Os presos protestavam e teimavam em ser julgados pelas leis belgas.

Fonte capítulo "Os ‘flamengos' do Brasil colonial" de Eddy Stols no livro "Brasil e Bélgica: Cinco Séculos de Conexões e Interações".