Colônia belga em Ilhota (SC)

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Lebon Gustave

Sobrenome: 
Lebon
Nome: 
Gustave
Data nascimento: 
quinta-feira, 14 Maio, 1818
Nascido em: 
Binche
BE
Resido em: 
Mechelen
BE
Profissão: 
Particular
Travesia
Barco: 
Jan van Eyck - 23.08.1844
Idade momento do embarque: 
26
N° de pessoas: 
1
Lote Planta 1847: 
A 1
Voltou para a Bélgica: 
não
Data obito: 
sábado, 11 Novembro, 1876
Descendentes: 

Dos netos de Gustave Lebon destacam-se no cenário político:

  • a neta Corina Lebon Régis (Itajaí 14.4.1882 - 30.9.1946) , filha de Alexandre Justino Régis e Luiza Lebon Régis, que casou-se com Marcos Konder (°1.1.1882), filho mais velho do imigrante alemão Marcos Konder Sênior casado com a Adelaide (filha do Coronel José Henrique Flôres, que vendeu terras para Van Lede, e era ainda donatório de muitas terras). Marcos Konder ergue com seu genro Alois Fleischmann a Usina Adelaide.
  • o neto Coronel Gustavo Lebon Régis (18.2.1874 - 19.4.1930), militar e político catarinense (Deputado Estadual 1904 - Prefeito de Florianópolis 1908 - Secretário Geral do Estado 1911-1915, Deputado Federal 1915)

(fonte: Ilhota: o encanto dos belgas no Vale do Grande Rio, p. 61-62)

Observação: 

Gustavo Luiz Lebon era filho de Luiz Jose Lebon e de Theresa Josefa Matheur, moradores em Binche, Província de Hainaut, na Bélgica, onde ele, à certa, deve ter nascido. É irmão de Lebon Auguste.

Estava junto com Charles Van Lede, Van Derrton e H. Telghuis, no hotel Pharoux no Rio de Janeiro no dia 17 de maio de 1845. (Ficker, p. 21)

Em setembro de 1847, o diretor interino da Colônia, Joseph Philipe Fontaine, abandonou a colônia e voltou definitivamente para a Bélgica. Antes de partir, Fontaine entregou a direção da Colônia nas mãos de Gustave Lebon. (Ficker, p. 27 + Maes p. 74)

Assinou, junto com outros colonos belgas, o documento elaborado pelo diretor da Colônia, Joseph Philippe Fontaine em 1847, que comprava o recebimento dos mantimentos e alimentos necessários para subsistência dos mesmos como acordava o contrato. (Maes p. 60-61 + 74-75)

A parte marcada B na planta desenhada em 17.07.1847 por agrimenso Henrique Devrecker, é explorada por Sr. Gustave Lebon como representante autorizado de Sr. Hypolite Van [der] Heyde[n]. A parte marcada A encontra-se explorada por Sr. Gustave Lebon em pessoa. (Ficker, p. 38)

O "Relatório de 1850, do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao presidente da província do Rio de Janeiro" contem uma copia da carta que G. Le bom escreveu ao Sr.  Lannoy, Encarregado de Negocios da Belgica, com data 20 de dezembro de 1849. Tratando-se de ameaças realizadas por José Henrique Flôres, proprietário de terras em Itajaí, que este colono belga recebeu. 

"Com dois homens, duas crianças, Ranwez, meu irmão e eu fabricado 70 barricas d'assucar e 12 pipas d'aguardente, quando Flores com 25 negros não fez mais do que 80 barricas de assucar, e 4 pipas d'aguardente. Todos os meus productos são mui superiores ao seu, que são pouco procurados, e os meus tem huma facil sahida. Tenho para o anno que vem cannas de assucar para fabricar inda maior porção." 

Aos 14 de abril de 1851, nasceu sua filha Luiza, (faleceu no Rio de Janeiro em 29.5.1916) batizada na freguesia de N.Sra. da Conceição de Itajal pelo Rev. Vigário Francisco Hernandez, aos trés de maio de 1852. Era cassado com Camila Leodária Mure, filha legitima de Bento Mure e de sua mulher Úrsula Eugenia Lalhiniavo.
O segundo filho de Gustave, Eduardo foi batizado aos 11-12-1853, em São Francisco do Sul. Ele é provalmente Eduardo Luiz Lebon, despachante matriculado na Mesa de Rendas de S. Francisco do Sul e, depois, escrivão da Coletoria e procurador da Sociedade Colonizadora de Hamburgo, radicado em Pelotas, a partir de 1874. (baseado em "GUSTAVE LUIZ LEBON" por Antônio Roberto Nascimento - http://oaji.net/articles/2016/2526-1455112379.pdf

O marineiro belga Émile Sinkel, no seu livro "Ma vie de marin" que relata suas viagens, menciona na p. 138 que Lebon havia morando em São Tomé e que o compatriote fiz comercio com um pequeno barco que ele mesmo dirigiu até Rio. (1855).

Na falta de estradas até a costa, faziam comércio com uma escuna de Lebon pelo Rio Itajaí até a foz. (1858)

Gustave Lebon afastou-se da direção da colônia para constituir família em Ribeirão da Corda (atual Araquari) após as devenças com seus compatriotas. 

Em 1867, foi nomeado Escrivão de Rendas de S. Francisco, em substituição a Anacleto Ladislau Ribeiro que foi para Joinville exercer o cargo de Coletor de Rendas. Antes disso, exercera a função de Adjunto do Pra-notar Público e de escrevente da Coletoria de Rendas Provinciais, tendo patente de Capitão da Guarda Nacional. Milita va no Partido Liberal, chefiado, em S. Francisco do Sul. Gustave Lebon faleceu em São Francisco do Sul, aos 11 de novembro de 1876, quando era agente e despachante da Colônia D. Francisca.