Você está aqui

Ladrilhos belgas ou franceses na Fazenda do Paraizo (RJ)

Endereço

Rio das Flores , RJ
Brasil
22° 10' 43.9248" S, 43° 35' 26.6028" W
Rio de Janeiro BR

Ladrilhos Fazenda do Paraizo Rio das FloresA Fazenda do Paraizo, em Rio das Flores, foi erguida entre 1845 e 1853. Os ladrilhos usados na hall de entrada são de cimento e com um desenho que era bem comun na Bélgica e na França. A sua denomeação de origem é muito difícil sem outras fontes ou sem ver o lado atrás dos azulejos.

A Fazenda do Paraizo, em Rio das Flores, foi erguida pelo barão e depois Visconde do Rio Preto, entre 1845 e 1853. Ele completou mais de cem anos nas mãos de uma mesma família. Produtiva e inteiramente preservada, esta jóia do século 19 manteve-se com as pinturas artísticas originais, os móveis luxuosos e a atmosfera de encanto.

Ladrilhos Fazenda Paraizo em Rio das Flores

Da porta para dentro, além da própria construção majestosa de dois andares, 58 cômodos e 99 janelas, tudo é original e demonstra a riqueza da época: do mobiliário francês e brasileiro de qualidade aos lustres de cristal, dos papéis de parede diferentes entre si, de acordo com o ambiente, ás pinturas com motivos diversos nas paredes sesquicentenárias nunca restauradas. A casa é dividida em quatro alas, das quais três permanecem abertas à visitação pública. Na ala comercial, Domingos Custódio Guimarães – Visconde de Rio Preto – trabalhava em seu gabinete, precedido pelas salas de espera destinadas a quem vinha até ali para negociar o café, com direito a retratos a óleo de D. Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina. Essa ala térrea tinha, e ainda tem, seis alcovas (quartos simples, sem janelas) onde os comerciantes de fora pernoitavam. Nesse mesmo piso, fica a ala de serviço, composta de despensa, dos quartos de engomar e de costura e da grande copa-cozinha, onde os moradores fazem suas refeições, preparadas por seu Joaquim, cozinheiro da casa há 50 anos, no fogão a lenha escocês.

Subindo as escadas, depois de atravessar o hall de entrada, com seus ladrilhos hidráulicos no piso e estátuas de núbios de bronze, vindas da França, que apóiam luminárias (a casa foi a primeira no Brasil a ter iluminação a gás, de carbureto), encontra-se a ala social. É formada por um novo hall e as salas de estar, entre elas, as curiosas “sala das mulheres”, localizada na sacada, e a “sala dos homens”, onde se organizam as armas, assim como o salão de banquetes.

O Belga Mario Baeck, que entre outros títulos é editor do periódico da Tiles & Architectural Ceramics Society (TACS) e editor do boletim do Círculo de Azulejos Cerâmicos Europeu (E.C.T.C. ou EUROPEAN CERAMIC TILES CIRCLE), nós informou que baseando-se nas fotos que enviamos, os ladrilhos são de cimento e com um desenho que era bem comun na Bélgica e na França. A sua denomeação de origem é muito difícil sem outras fontes ou sem ver o lado atrás dos azulejos.

Ladrilhos Fazenda Paraizo em Rio das Flores

Fontes:

Fotos: Marc Storms, janeiro de 2016