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Schein, Françoise (1953 - )

Françoise Schein
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Françoise Schein nasceu em Bruxelas, na Bélgica. Ela obteve seu diploma em arquitetura com Magna Cum Lauda na Escola de Artes Visuais e Arquitetura La Cambre em Bruxelas. Ela também é mestre em "Design Urbano e Arquitetura" pela Columbia University de Nova York em 1979. Em seguida, ela estudou arte por um ano com o artista Bob Morris no Departamento de Arte da Universidade de Nova Iorque, antes de iniciar sua carreira como artista.

Françoise Schein

Residindo em Nova Iorque em 1985, ela concebeu uma mapa do metrô flutuando em uma calçada na Greene Street 110, no bairro do Soho. Em 1989, 200 anos depois da Revolução francesa ela usou, pela primeira vez, o texto da Declaração Universal dos Direitos do Homen e do Cidadão em azulejos da estação do metrô Concorde, em Paris. A partir de então, Françoise divulgou o texto dos Direitos Humanos em outras estações de metrô, como em Bruxelas (estação Saint-Gilles), Lisboa (estação Parque), Berlim (estação Westhafen) e em São Paulo (estação da Luz). 

Trabalhando em Lisboa, e quase vivendo dentro de uma fábrica, ela aprendeu a técnica de fazer azulejos. Também a trabalhar, de maneira interdisciplinária, com historiadores e com a energia e o entusiasmo de jovens trabalhadores. Na época de encontrar a filha adotada no Rio de Janeiro, ela decidiu trabalhar dentro das favelas e com a população no entorno dos lugares aonde iriam ser construídas as suas obras. Ela não quer apenas mostrar o lado ruim das realidades. "... é facil demais destruir o mundo, eu quero mesmo é construir o mundo" afirmou Françoise durante uma entrevista àMarc Storms em setembro de 2015. "Eu aprendi a história do Brasil junto com a minha filha adotada, lendo mais de 50 livros e fazendo os 15 painéis sobre a história de São Paulo". Estes novos painéis vão ser acrescentados aos já existentes na estação da Luz em São Paulo, junto com os trabalhos das crianças de escolas da periferia da cidade.

Desde 2004 Françoise Schein é professora de arte urbana na École des Beaux Arts de Caen, na Normandia (França). Ela também é professora visitante em várias escolas de arte e arquitetura no mundo. Ela vive e trabalha em Paris e acompanha, o mais próximo possível, os seus projetos pelo mundo. Especialmente no Rio de Janeiro, onde criou projetos de arte que posteriormente tornaram-se parte do desenvolvimento sustentável nas favelas. Françoise Schein é também a fundadora e diretora de projetos da Associação Register Inscrire criada en 1997.

Ela mudou radicalmente a sua visão sobre como criar arte depois desta convivência no Brasil. Como escreve o filósofo Jean Attali no catálogo da exposição “Françoise Schein: Artista dos Direitos Humanos”  (FAAP, São Paulo, 2015).  “Houve, na vida de Françoise Schein, um antes e um depois do Brasil: ela veio até o pais para adotar sua filha. Seu conhecimento das favelas, seu engajamento pela educação, seu contato com as crianças, com os adolescentes, desviaram sua energia e sua inspiração artística de seu curso solitário para refundi-las em projetos de arte pública inteiramente participativos, tanto em sua concepção quanto em sua realização.” ... “Nesse trabalho participativo, em que o ego do artista parece se apagar, e a obra desenhada passa de mão em mão, a mensagem da arte trona-se monumento vivo. Não é mais o cenário urbano que, enquanto tal, sublinha a função de espaço público das infraestruturas ou spererstruturas urbanas, é o grupo participativo que se torna, por si mesmo, ator e testemunha de um espaço social intensificado”...”Não apenas a cidade é o lugar permanente do contato com o desconhecido, mas é também o foco em que se encontram, convivem e se aculturam as comunidades, as condições de vida, as religiões.” 

Artista belga Françoise Schein

Fontes

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