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Mongruel, Georgine (1861 - 1953)

Mongruel Georgina
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Georgine Catherine Eugénie Léonard Mongruel nasceu no dia 1° de abril de 1861, na cidade belga Charleroi e faleceu em 1953 no Rio de Janeiro). Era filha de dr. Léon Léonard, médico e engenheiro, e de dona Emma Eugénie Bernard. Com apenas três dias de vida, ficou órfã de mãe.

Pelo seu temperamento travesso, era punida pelo pai, que a obrigava a ficar trancada no quarto copiando prosa e poesia de autores clássicos. O castigo acabou criando em Georgina o gosto pela poesia. Quando mostrou ao pai seu primeiro poema, foi repreendida e proibida de voltar a escrever. Continuou escrevendo às escondidas. Com uma nurse inglesa, aprendeu a falar inglês e com uma fraulein alemã, a menina falou alemã. Lhe será muito útil, mais tarde no Brasil, Paraná, onde conviveria com inúmeros imigrantes da colônia germânica. Seu avô, dr. Desiré Verwort, advogado e professor, promoveu a publicação de suas primeiras obras, assinando com o pseudônimo de Rose Fernande.

Sob a tutela do avô, desenvolveu apurada formação musical e ao completar 21 anos, Georgine diplomou-se pela Escola de Música e Belas-Artes de Paris. Retornou à Bélgica onde estudou na Universidade de Mons, Matemática e Humanidade, formando se em 1885. No mesmo ano, começou a trabalhar como redatora dos jornais: Moniteur Universel, de Bruxelas, e do Mercure de France. Casou-se em 1885 com Hyacinthe Dieudonné. Em 1886 nasceu o filho Georges, mas quatro anos depois, enviuvou. Um segundo casamento, em 1890, com o engenheiro e comerciante parisiense, Maurice Émile Mongruel, troçou-lhe ao destino do Brasil. Vieram a se fixar em São Paulo, no começo de 1891. Lá, nasceu-lhes o filho Roberto Emílio.

Compositora eximia, musicou versos de Ismael Martins, Guerra Junqueiro e Emiliano Perneta. Foi correspondente de periódicos em Paris, Bélgica, Argentina, Uruguai, Rio de Janeiro e Curitiba, entre outros, o jornal Diário da Tarde e a revista Fon-Fon.

Fundadora do Colégio Paranaense de Curitiba em 1916, foi também presidente de honra do Instituto Neopitagórico, sócia correspondente da Academia de Letras José de Alencar, membro fundadora do Centro de Letras do Paraná e patrona da Academia Feminina de Letras do Paraná (Cadeira nº 5).

Mongruel Georgina FalecimentoMudou-se para Rio de Janeiro em 1922, aos 61 anos, onde lecionava no Colégio Anglo-Americano e no Curso de Secretariado Feminino. Defendia o direito da mulher à educação e ao trabalho, mas opunha-se às sufragistas.

Em 1950, em Paris, recebeu a Medaille Civile Nationale Française, pelo mérito revelado no estrangeiro.

A sua produção literária – escrito em francês, quase toda se volta para a poesia.

Faleceu em 26 de dezembro de 1953, aos 92 anos, no Rio de Janeiro.Mongruel Georgina Sous le charme

Obras individuais

Avril éternel renouveau. Rio de Janeiro: Edição da autora, 1952. (poesia)

La dernière chevauchée! Ponta Grossa: Montes & Pereira, 1958. (poesia)

Sous le charme. Curitiba: Instituto Neo-Pitagórico, 1946. (prosa e verso)

Obra coletiva

CENTRO PARANAENSE FEMININO DE CULTURA. Um século de poesia: poetisas do Paraná. Curitiba: Imprensa Oficial do Estado, 1953.

Algumas poemas estão on line.

A poeta foi honrada com a "Rua Georgina Mongruel" na cidade de São Paulo, do Bairro Jardim São João (São Rafael).

Fontes: