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Questões ainda em aberto sobre a história da Colônia belga em Ilhota (SC)

Baseado no trabalho, entre outros, dos historiadores Carlos Ficker e Paulo Rogério Maes, e com pesquisa própria, elaborei um texto extenso sobre a história da Colônia belga Ilhota em Santa Catarina. Com a ajuda da Associação Ilha Belga e patrocinado através da Lei Rouanet, foi curador da exposição "A Colônia Belga e seus Descendentes no Vale do Itajaí em cartaz em 2022, no Casarão Belga em llhota. No link mencionado, pode ser visitada a exposição online.

Para a preparação da exposição, eu visitei, entre outros, arquivos em Antuérpia, Bruges e Bruxelas, na Bélgica, e no Brasil, em Joinville e Blumenau. Elaborei uma extensiva bibliografia sobre a história de Ilhota e uma seleção da mesma encontra-se no rodapé dessa página. Eu contei com a ajuda de muitas pessoas, pela qual sou muito grato. Mesmo assim, ainda há algumas questões em aberto sobre a história de Ilhota que eu gostaria de compartilhar neste espaço. Espero contar, uma vez mais, com o apoio das famílias descendentes belgas e dos/das leitores do site, para em breve publicar as respostas.

Marc Storms, 22 de novembro de 2022.

Será que a lista dos belgas que migrarem para a região de Ilhota está completa?

Os primeiros colonos belgas chegaram com o barco Jan van Eyck em 1844. Dois anos depois chegou o barco Adèle em Santa Catarina. Outros belgas chegaram em 1856 com o barco Walter, em 1861 com o barco César e em 1886 com o barco Pascal. Publicamos uma tabela com os nomes dos solteiros ou os chefes de família e o número de pessoas que migrarem para o Vale do Itajaí. Será que essa lista está completa? Faltam barcos? Faltam nomes? 

Qual o número exato dos migrantes na primeira travessia com o barco Jan Van Eyck, em 1844?
  • Segundo o documento "État nominatif des colons embarqués à Bruges, à bord du Brick Belge Jean Van Eijck, en destination pour la Province de Ste Catherine du Brésil" eram 113.
  • Para Carlos Ficker são 110 pessoas sendo "Fontaine e 109 colonos, todos de Flandres". (p. 19)
  • Walter Piazza escreve "... do porto de Ostende, no brigue 'Jean van Eyck', com 109 colonos, oriundos de Flandres". (p. 112)
  • Paulo Maes escreve “sabe-se que parte de Ostende, depois da Bélgica, apenas um contingente de 114 imigrantes flamengos, originários das províncias de Flandres Ocidental e de Amberes”. (p. 59)
  • Para o jornal belga "Standaerd van Vlaenderen" de 27/8/1844, são 111 migrantes.
  • Os jornais belgas l’Indépendance Belge de 26.8.1844 e Le Messager De Gand de 27.8.1844 que publicaram o mesmo texto, são 114 colonos.

Porque é quase sempre mencionado que o barco Van Eyck saiu da cidade belga Oostende? O documento oficial menciona que embarcaram em Bruges. Nesse documento constam 114 nomes, com a informação que uma pessoa não embarcou por estar doente. Onde em Bruges eles embarcaram? Como foi o traslado de Bruges até Oostende? As duas cidades são ligadas por um canal, onde na época, não houve pontes fixos de um lado por outro. Então, era possível um barco, mesmo do tamanho do Van Eyck, passar. Claro que não com a ajuda do vento nas velas, provavelmente puxado por cavalos.

O contrato dos migrantes possuiu valor legal?

18 colonos assinaram em Bruges, Bélgica, no dia 14 de agosto de 1844, um contrato com Charles Van Lede "comissionado... dos terrenos direitos e privilégios a ele concedido na Cidade de Santa Catarina por Decreto de Sua Majestade, o Imperador do Brasil, em data de 10 de agosto de 1842". Uma tradução do contrato, com data de 9 de dezembro de 1846, em português encontra se no arquivo municipal de Bruges. Por que só 18 colonos dos 64 chefes de família que migraram com o mesmo barco em 1844 assinaram? É óbvio que algumas pessoas, como o diretor Fontaine, o sub diretor Denis, e os irmãos Lebon, não precisaram assinar. Mas os outros?

Qual o idioma do contrato? Na tradução consta "da quel idioma estrangeiro" sem especificação. Será que era holandês, o idioma da maioria dos migrantes belgas que eram flamengos? Caso é, houve, na época, pessoas capazes a fazer a tradução do holandês em português, no capital de Santa Catarina? Será que era francês? Nesse caso, os colonos entenderam o seu conteúdo?

Charles Van Lede é mencionado como "comissionado". Isso significa que o contratante era a empresa “Compagnie belge-brésilienne de colonisation” do qual Van Lede era fundador e diretor. Van Lede estava no Brasil no dia da assinatura. Será que ele assinou os contratos com antecedência?

Como o decreto de 10 de agosto de 1842 nunca foi ratificado, Van Lede, ou melhor, a Compagnie belge-brésilienne de colonisation, nunca tomou posso dos terrenos mencionados. Isso significa que o contrato era sem valor legal

E houve um outro contrato: O processo judicial da ação de despejo entre os requerentes Alexandre Justine Regis e sua mulher e os requeridos Maria Villain, Leandro Maes, Antônio Miranda, Luiz Fernandes e outros, informa que o pai da Maria Villain, Jean-Baptiste Vilain, era acionista da Sociedade Agricultura, fundada em Bruges, no dia 3 de agosto de 1840. Ele assinou junto com 9 moradores da cidade belga Mechelen (Malines), Affonso Thomaz, Gustavo Lebon, August Lebon, Edouardo Milcamps, Jacques José Aerts, Martius Verlinden, João José Vander Vrecken, João Baptista Buelens e Francisco José Meeuwens um contrato que estipulou no artigo 6 que "cada colono trabalhador tem o direito a duas ações. Cada colono trazendo uma senhora para comunidade tem direito a uma ação, conquanto essa mulher seja apta para os serviços de casa. Cada sócio que trouxer para a comunidade a quantia de duzentos francos, terá direito a uma ação e assim progressivamente por cada quantia de duzentos francos". Todos os acionistas, menos Affonso Thomaz, viajaram com o barco Jean Van Eyck em 1844 para Ilhota (SC). Qual a relação dessa sociedade com a empresa Companhia belgo-brasileira de colonização? 

Onde são guardados os arquivos da Companhia belgo-brasileira de colonização e quando a companhia se dissolveu?

A Companhia belgo-brasileira de colonização  foi fundada em 1843 e os estatuas informam que a sede ficou em Antuérpia. Segundo as leis belgas, a empresa era obrigada a depositar anualmente seus relatórios e balanças financeiras. Infelizmente, os arquivos não se encontram no Tribunal do Comércio de Antuérpia. Será que tem outro lugar onde podem ser consultados?

Carlos Ficker escreveu que a Companhia encerrou todas as suas atividades em 1848, então alguns anos depois da chegada dos colonos belgas. Essa data é correta? 

Como foi feito o traslado dos migrantes da capital de SC para Ilhota?

Depois de chegar em Desterro, atual Florianópolis, os 90 colonos, junto com Charles Van Lede, foram transportados em um iate costeiro ao povoado de Itajaí e, rio acima, até o local da futura colônia, Ilhota, aonde chegaram no dia 27 de novembro de 1844. Essa informação consta no livro de Carlos Ficker. Paulo Rogério Maes escreveu "Em seguida, utilizando-se de iates costeiros, os migrantes foram transportados para Itajaí". Mas, o que é um iate costeiro? Existem imagens desse tipo de barco? Todos os colonos e suas bagagens cabem em um iate só? O foram transportados com diferentes barcos? Nota que há divergência entre Ficker que notou um iate costeiro e Maes iates costeiros. Porque era necessário trocar de barco? O veleiro Van Eyck não era adequado para velar até Itajaí e depois rio acima?

Será que a resposta a esta pergunta poderia ser resolvida analisando o traslado dos colonos para Blumenau, o que aconteceu alguns anos depois da chegado dos belgas? É importante saber que o primeiro grupo que chegou em Blumenau em 1850 era pequeno, só 17 pessoas (Walter Piazza, p. 116). 

Quantos colonos chegaram em Ilhota com o barco Adèle em 1846?

Em 30 de maio de 1846, saíram do porto de Antuérpia para Santa Catarina, Pierre Van Loo, e 20 adultos e 3 crianças com o barco belga "l'Adèle", com o capitão Cornelissen. Os seus nomes constam na "Liste des personnes à qui il a été délivré des passeports gratuitement, en exécution de la Circulaire de Mr. l'Administrateur de la Sûreté publique en dâte du 2 Mai 1846, Cabinet, N° 45225 - Ville d'Anvers". Infelizmente faltam informações sobre quantos colonos e quando eles chegaram em Ilhota.

Quais 15 belgas, além de Louis Christian e C. Van der Heyden, se separaram e se estabelecerem em São José? Qual as suas histórias?

Logo depois da chegada do barco Van Eyck em 1844 começaram as divergências entre Van Lede e Louis Christian, que, não se conformando com o projeto de cultivar terras que não fossem de sua propriedade, separou-se com mais 16 imigrantes, entre estes um negociante abastado de nome C. Van der Heyden. Rescindindo o contrato, o pequeno grupo de 17 pessoas estabeleceu-se em terras adquiridas no hoje Município de São José. A tentativa de uma colonização particular se fracassou e os colonos dispersaram-se pelas vizinhanças. Alguns estabeleceram-se na colônia alemã de São Pedro de Alcântara, outros no lugar Passa Vinte (bairro de Palhoça) e Desterro. Louis Christian voltou em maio de 1845 por Rio de Janeiro e depois para a Bélgica. Quais 15 belgas, além de Louis Christian e C. Van der Heyden, se separaram e se estabelecerem em São José? Qual as suas histórias? Só sabemos que seis meses depois fracassaria a tentativa de criar uma colônia. Será que depois do fracasso  algumas famílias se mudaram para Ilhota?

Quantos e quais migrantes voltaram para a Bélgica?

Diferentes autores mencionam que muitos belgas saíram da colônia belga, voltaram para a Bélgica ou mudaram para outros lugares. Quais eram essas pessoas/famílias? Para onde foram? Só de 14 temos indicações (nem sempre certeza) que voltaram.

Onde ficam as terras que Charles Van Lede comprou no Vale de Itajaí?

Van Lede comprou diferentes terrenos no Brasil como consta no seu testamento:

  1. h1157.a54.c54 de Dona Rita Louisa Aranjo [Aranha] e seu marido (Lacé, Desterro, 21/11/1844), segundo Paulo Maes na confluência do rio Itajaí-açu e o Itajaí-mirim.
  2. h6158.a73.c44 (4012.18.44 + 2146.55.00) de Capitão Jose Henrigues Flores sua Mulher Dona Maria Clara da Silveira  (Lacé, Desterro, 02/01/1845): 
    • 2800 brasses de front sur trois mille de profondeur (margem direita Itajahy Grande) ‘en un lieu nommé Ilhota’ ou 4.012 hectares;
    • 1500 brasses de front sur 3000 de profondeur (Ribeirâo do Belchior) ou 2.146 hectares. 
  3. h95.a48.c00 de Padre Francisco Rodriguez (Lacé, Desterro, 06/07/1846).

Resumido: ± 4012 Ha (Ilhota), ± 2150 Ha (Ribeirâo do Belchior), ± 95 Ha (Pocinho), ± 1150 Ha (Confluência do rio Itajaí-açu e o Itajaí-mirim)

O mencionado Lacé é Francisco de Paula Lacé, Escrivão e Tabelião Público, Judicial e de Notas em Desterro.

Mas onde exatamente ficam essas terras? A área territorial da atual cidade de Ilhota é de 253,024 km², mais de 6 vezes maior que as terras compradas por Van Lede que só se situam na margem direita do rio Itajaí açu. O Ribeirâo do Belchior fica atualmente em Gaspar. 

As datas mencionadas são as datas das escrituras? Parece que todas as compras foram realizadas depois da chegada dos primeiros colonos em Ilhota no dia 27.11.1844. Isso é correto? O contrato da Companhia belgo-brasileira de colonização mencionava que deveria trazer 100 colonos por ano. Será que Van Lede comprou essas terras para hospedar futuros colonos? Outras razões?

Quais as razões de Van Lede para realizar uma colonização belga no Brasil?

Os autores dos livros e artigos sobre a história da colônia belga não são de acordo entre si da razão principal para realizar uma colonização belga no Brasil. São mencionadas os seguintes: exploração de minas, projeto de ocupação de terra (colônia plenamente belga?), relocalizar pobres belgas, buscar mercados para produtos belgas.

Em qual língua os colonos se comunicarem?

Atualmente, a Bélgica tem três línguas oficiais: o neerlandês, o francês e o alemão. Dos habitantes da Bélgica, cerca de 59% pertencem à Comunidade flamenga, 40% à Comunidade francesa, e 1% à Comunidade de língua alemã. No entanto, estes números, referentes aos idiomas oficiais, incluem números desconhecidos de imigrantes e dos seus filhos, falantes de uma língua estrangeira como língua materna, e de migrantes internos belgas.

Mas historicamente não era sempre assim. Na época da migração para o Vale da Itajaí, nos anos 1844-1846, eram falados muitos dialetos, na parte de Flandres, na Valonia e mesmo no capital Bruxelas. Francês era a língua da elite, do governo, da justiça e do comercio. O jornalista, banqueiro e político brasileiro Francisco Belisário Soares de Sousa (Itaboraí, 9 de novembro de 1839 — Rio de Janeiro, 24 de setembro de 1889) viageou em 1881 pela Europa e visitou, entre outros países, a Bélgica. Ele observou o seguinte:

Naquele pequeno território, com uma população densa de pouco mais de cinco milhões de habitantes, há duas raças quase distintas, falando duas línguas diferentes e de diferente origem: os flamengos, de precedência germânica, cuja língua, análoga ao holandês, está cheio de termos franceses, mas é de origem saxônica e pertence ao ramo das línguas teutônicas, e os valões, de procedência gaulesa, que falam um dialeto da antiga língua d’oïl, e se liga portanto ao ramo latino. A língua oficial é a francesa, que o povo não entende. Na sociedade, mesmo elevada, falam-se os dialetos, e vi jornais impressos em flamengo. Si alguma ordem das autoridades, alguma lei ou decreto deve ser conhecido do povo, é reproduzido ao mesmo tempo nos cartazes na língua oficial e nos dialetos. Na própria capital, dirigindo-me em francês a pessoas do povo, não me compreendiam.”

Fonte: “Notas de um viajante brasileiro” escrito pelo Francisco Belisário Soares de Sousa (páginas 227-228).

Como cerca de 90% dos colonos vieram das províncias Flandres Ocidental e Flandres Oriental, é bem provável que eles se comunicarem em dialetos popularmente chamados flamengos e provavelmente se podem entender. Será que, por exemplo, Jean Baptiste Vilain, que nasceu em Dour, na Valonia, ou Henri Wismer de Uelzen, atualmente Alemanha, falavam flamengo? 

Isso nos leva a uma nova pergunta: até quando eles usavam o flamengo. No inicio da colonização houve bastante casamentos entre os filhos das famílias belgas. Isso facilitava a continuação do uso do flamengo. A carta que o Leonard Vandergucht enviou para o parlamento belga em Bruxelas no ano de 1847 foi escrito em neerlandês. A chegada de novos migrantes, 4 em 1856 com barco Walter, Charles Louis Maes com o barco César em 1861 e 13 em 1886 com o barco Pascal, reforçou com certeza o uso dos dialetos flamengos.

Em 15 de dezembro de 1874, o Conde Charles de Ursel, enviado por Bruxelas, visitou a colônia e relatou que ele encontrou 22 famílias belgas e seus descendentes e comunicou com eles em flamengo.  

Finalmente, depois de um longo estágio, na orla da selva, cheguei a uma venda nos olhos, onde a primeira coisa que me chamou a atenção foi essa inscrição: "J. Maes", localizado acima da porta. A grafia desse nome não poderia me deixar em dúvida, na verdade deveria estar ao lado de um compatriota.
Caí no chão e, quando cheguei ao limiar, falei em flamengo. O efeito foi mágico: fui imediatamente cercado pela mulher, pelas crianças, pelos vizinhos; Eu tive que vir para a mesa dele e compartilhar a comida. Então eu expliquei por que ele estava lá e quando descobriram que "van hunne zaken te klappen" (para discutir os assuntos deles) estava chegando, uma alegria geral surgiu que me comoveu.

... 

os da nova geração, embora nascidos no Brasil (desde os colonos eles estão lá há trinta anos), eles também falam flamenco;

Fonte: SUDAMÉRICA por el conde Charles d’URSEL. - París, 1879. veja p. 88 

E temos prova que ainda em 1904 houve descendentes de colonos belgas que correspondem em neerlandês. É o caso de Charlouis Vandaele, filho do colono Charles Van Daele, quem nasceu no Brasil em 01/09/1850. O arquivo da cidade de Bruges guarda cartas escritas por Charlouis nos ano 1904 - 1906 em neerlandês destinadas à "Commissie van Burgerlijke Godshuizen" em Bruges.

Outros vestígios que depois de 1906 houve descendentes belgas que falavam neerlandês ou francês não foram encontrados.

Português, Brasil

Fonte dos nomes e sobrenomes

Encontramos grafias diferentes do nome e sobrenome dos emigrantes. Para os registros individuais das famílias neste site, usamos como principal entrada, as seguintes fontes para os imigrantes que chegaram com o barco:

  • "Jan Van Eyck" em 1844: o documento "État nominatif des colons embarqués à Bruges, à bord du Brick Belge Jean Van Eijck, en destination pour la Province de Ste Catherine du Brésil" guardado no Arquivo Municipal da cidade de Bruges, no departamento Arquivo Moderno - VIIa Sûreté Publique, 1844 
  • "Adèle" em 1846: o documento "Liste des personnes à qui il a été délivré des passeports gratuitement, en exécution de la Circulaire de Mr. l'Administrateur de la Sûreté publique en dâte du 2 Mai 1846, Cabinet, N° 45225 - Ville d'Anvers" guardado no Arquivo Nacional em Bruxelas, no setor 269 Émigration au Brésil. 1843-1888. Ministère de la Justice. Sûreté publique (ou Sûreté de l'Etat). Police des Etrangers, 1840-1994

Bibliografia

livros

  • Charles Van Lede e a colonização belga em S. Catarina / Carlos Ficker. - Blumenau, 1972.
  • Colonização Flamenga em Santa Catarina - Ilhota / Paulo Rogério Maes. - 2005.
  • Movidos pela esperança: A história centenária de Ilhota / Viviane dos Santos e Elaine Cristina de Souza. - S&T Editores, 2006.
  • La colonie belga au sein de la Sainte-Catherine du Brésil Impérial : Diplomatie, commerce et contrabande (1841 - 1847) / Natalia da Silva Pereira. - Dissertação ULB - Master en Histoire Contemporaine, 2013-2014

artigos

  • Sainte-Catherine du Brésil, Etablissement belge / Ch. Maroy no Bulletin d'études et d'informations de l'Ecole supérieure de commerce St-Ignace. Anvers, avril 1932, 31 p.
  • 3.3. Colônia belga p. 110-113 em A colonização de Santa Catarina / Walter Fernando Piazza. - Porto Alegre: Editora Pallotti, 1982.
  • Ilhota: Tempos e contratempos de uma colônia belga / Maria do Carmo Ramos Krieger Goulart p. 153-156 na revista Blumenau em cadernos 1982 – 5  (maio 1982) 
  • VII. Santa Catarina do Brasil (1842 - 1875) p. 119-137 em Dos Açores ao Zaire: Todas as colônias belgas nos seis continentes. O surgimento, a História, a comunicação / Patrick Maselis. - Roeselare: Roularta Books, 2005.
  • CHAPTER 5 - SANTA CATARINA p. 138 – 155 Early Belgian colonial efforts: The long and fateful shadow of & Leopold I / Robert Raymond Ansiaux. Presented to the Faculty of the Graduate School of The University of Texas at Arlington in Partial Fulfillment of the Requirements for the Degree of DOCTOR OF PHILOSOPHY. - THE UNIVERSITY OF TEXAS AT ARLINGTON, December 2006
  • Sainte-Cathérine du Brésil ou os belgas em Santa Catarina / Eddy Stols p. 22-26 em Brasil e Bélgica: Cinco séculos de conexões e interações. - São Paulo: Narrativa Um, 2014.
  • Ilhota, een Belgische kolonie aan de Itajahi-Grande/ Raymond Arren em Spaenhiers Jaarboek 2010.
  • Een Brugse kolonie in Brazilië: ‘Adieu, Vlaenderen en Braband. Wy gaen nae ’t luy Lekkerland…’ / Bart Demuynck p. 151-162 em Brugs Ommeland: driemaandelijks tijdschrift, 55ste jaargang, nummer 3, september 2015.