Colônia belga em Ilhota (SC)

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Casteleijn Charles

Sobrenome: 
Casteleijn
Sobrenome alternativo: 

Castelijn no certidão de nascimento e no certidão de casamento consta Carolus Franciscus Casteleyn.

Castelein, Castelleyn (Ficker, p. 28) e Casteleyn (Ficker, p. 38)

Castellain (nome de ruas em Ilhota)

Nome: 
Charles François (Carolus Franciscus)
Data nascimento: 
quinta-feira, 21 Janeiro, 1813
Nascido em: 
Diksmuide - Leke
BE
Resido em: 
Diksmuide - Leke
BE
Profissão: 
Agricultor
Travesia
Barco: 
Jan van Eyck - 23.08.1844
Idade momento do embarque: 
31
Chegou com família: 
sim
Viajou com: 

Com sua esposa Vermote Pelugie Sophie (27/10/1816, Vladslo). 

Com seu filho CASTELEYN Petrus (30/06/1840, Leke) quem casou-se em 01/11/1865 em Brusque-SC.

Sua primeira esposa VAN MIDDELEM Anna Theresia (10/09/1798, Moere) com quem casou-se em 26/10/1836, mãe de Petrus, faleceu em 26 de fevereiro em 1842, em Leke, Bélgica.

Baseado em informações de Gustavo Henrique de Almeida Pedroso.

 

N° de pessoas: 
3
Voltou para a Bélgica: 
não
Lote Planta 1847: 
D 11

Na estatística de 1850-1851 da Colônia Itajaí-Grande, da qual na época Ilhota fez parte e que incluía também Gaspar e Blumenau, apareceu o nome de Castelein Charles, casado, com 3 filhos ou 5 pessoas na família. A atividade do seu estabelecimento era a elaboração de mandioca e cana, engenho de cana 1, 6 vacas e 2 bois. Ele tinha uma produção de 10 barricas de açúcar, 12 alqueires de batatas, 80 alqueires de arroz e 43 mãos de milho.

  • Alqueire: 50 × 100 braços ou 110 × 220 metros ou 2,42 hectares (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alqueire#Brasil SC)
  • A barrica de açúcar, usada em Limeira, em 1875, na área da então Colônia Brusque, no Vale do Itajaí-Mirim, Santa Catarina, tinha capacidade para 120 Kg.
Observação: 

Casteleijn Charles François, sua esposa Pelugie Sophie Vermote e seu filho Pierre, viajaram em agosto de 1844 com o barco Jan Van Eyk, de Ostende, Bélgica rumo à Santa Catarina, Brasil, junto com mais de cem outros migrantes belgas.

Assinou, junto com outros colonos belgas, o documento elaborado pelo diretor da Colônia, Joseph Philippe Fontaine em 1847, que comprava o recebimento dos mantimentos e alimentos necessários para subsistência dos mesmos como acordava o contrato.Casteleyn Charles e sua família composta de sua mulher e dois filhos ocupou o lote DN 11, no mapa desenhado em 17.07.1847 por agrimenso Henrique Devrecker. (Fonte Paulo Rogerio Maes p. 60-61 + 74-75 + Ficker p. 38)

Descendentes: 

É bem possível que Pelugie Sophie Vermote faleceu durante a travessia. O viúvo Charles Casteleyn casou-se, provavelmente no Brasil, com Sophia Rosa Bohn que consta com mãe do seu segundo filho Roberto. Roberto foi batizado em Itajaí aos 23 de novembro de 1846, sendo nascido aos 7 de agosto de 1846. Ele é o primeiro filho de belgas que foi batisado no Brasil. Quando os imigrantes chegaram, o paróquia que atendia Ilhota era do Santíssimo Sacramento, em Itajaí-SC. 

Roberto casou com Maria Ludovica Deprez, filha de Pierre Francois Deprez e Sophia Coleta Van Biervliet, também uma família de migrantes belgas.

Casteleijn Petrus (30/06/1840, Leke) casou-se em 01/11/1865 em Brusque-SC.

Baseado em informações de Gustavo Henrique de Almeida Pedroso.

Dois descendentes da família foram honrado com nome de rua na cidade de Ilhota: o Sr. Pedro Castellain, (26/7/1962 – Lei 56/62), e a Sra. Alzerina Lessa Castelain, (1/7/2004 – Lei 1212/04).

José Pedro Castellain era 1° secretário durante a 1° legislatura 1959-1962, e presidente durante a 2° legislatura 1963-1967 na Câmara Municipal de Ilhota.

Antônio Castellain era vereador durante a 1° legislatura 1959-1962 e vice-presidente durante a 2° legislatura 1963-1967 na Câmara Municipal de Ilhota.

Ilhota Rua Pedro Castellain

Fonte dos nomes e sobrenomes

Encontramos grafias diferentes do nome e sobrenome dos emigrantes. Para os registros individuais das famílias neste site, usamos como principal entrada, as seguintes fontes para os imigrantes que chegaram com o barco:

  • "Jan Van Eyck" em 1844: o documento "État nominatif des colons embarqués à Bruges, à bord du Brick Belge Jean Van Eijck, en destination pour la Province de Ste Catherine du Brésil" guardado no Arquivo Municipal da cidade de Bruges, no departamento Arquivo Moderno - VIIa Sûreté Publique, 1844 
  • "Adèle" em 1846: o documento "Liste des personnes à qui il a été délivré des passeports gratuitement, en exécution de la Circulaire de Mr. l'Administrateur de la Sûreté publique en dâte du 2 Mai 1846, Cabinet, N° 45225 - Ville d'Anvers" guardado no Arquivo Nacional em Bruxelas, no setor 269 Émigration au Brésil. 1843-1888. Ministère de la Justice. Sûreté publique (ou Sûreté de l'Etat). Police des Etrangers, 1840-1994

Bibliografia

livros

  • Charles Van Lede e a colonização belga em S. Catarina / Carlos Ficker. - Blumenau, 1972.
  • Colonização Flamenga em Santa Catarina - Ilhota / Paulo Rogério Maes. - 2005.
  • Movidos pela esperança: A história centenária de Ilhota / Viviane dos Santos e Elaine Cristina de Souza. - S&T Editores, 2006.

artigos

  • 3.3. Colônia belga p. 110-113 em A colonização de Santa Catarina / Walter Fernando Piazza. - Porto Alegre: Editora Pallotti, 1982.
  • VII. Santa Catarina do Brasil (1842 - 1875) p. 119-137 em Dos Açores ao Zaire: Todas as colônias belgas nos seis continentes. O surgimento, a História, a comunicação / Patrick Maselis. - Roeselare: Roularta Books, 2005.
  • Sainte-Cathérine du Brésil ou os belgas em Santa Catarina / Eddy Stols p. 22-26 em Brasil e Bélgica: Cinco séculos de conexões e interações. - São Paulo: Narrativa Um, 2014.
  • Ilhota, een Belgische kolonie aan de Itajahi-Grande / Raymond Arren em Spaenhiers Jaarboek 2010.
  • Een Brugse kolonie in Brazilië: ‘Adieu, Vlaenderen en Braband. Wy gaen nae ’t luy Lekkerland…’Bart Demuynck p. 151-162 em Brugs Ommeland: driemaandelijks tijdschrift, 55ste jaargang, nummer 3, september 2015.