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Baume & Marpent (1853 - 1968)

Empresa belga Baume & Marpent
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A empresa foi fundada em 1853 por Clemente Delbèque à Baume, uma aldeia na cidade de Haine-Saint-Pierre, que agora faz parte da cidade La Louvière na Bélgica. Leva o nome Société Delbèque et compagnie.

Em 1879, a empresa mudou de nome para Société Anonyme des Usines et fonderies de Baume.

Em 1882, a Société Anonyme Usines e Fonderies Baume & Marpent é criado com uma nova unidade de produção em Marpent no norte França. Torna-se uma multinacional com subsidiárias no Egito (Cairo), o Congo Belga (Elizabethville e Katanga) e Brasil (São Paulo).

1896 Criação da planta de Morlanwelz onde serão fabricados as locomotivas e o material rolante de ferrovias e bondes.

1913 Nova denominação, a empresa se torna S.A. Baume & Marpent. Ela estabelece no Cairo uma divisão autônoma que supervisiona os muitos projetos da Baume & Marpent no Egito, incluindo o ponto de Embaleh ao longo do Nilo, que na época era um grande feito técnico. De 1894 a 1952, a empresa forneceu o Egito, tanto para os setores público e privado, 6.991 veículos, 158 pontes e várias dezenas de estruturas de aço, tanques, torres, booms e assim por diante.

1950 A Baume & Marpent junta-se com a empresa brasileira União dos Construtores Metalicos S.A. Metalunion, localizada em São Paulo e especializada em fabricação de metais (carpintaria, gasometros, altos-fornos, tanques, etc.)

1951 Criação em Elisabethville da empresa BAUMACO (Baume & Marpent no Congo)

Em 1956, 01 de dezembro,

Em 1962, a empresa belga funde-se com o grupo Thirion e torna-se Baume, Marpent et Thirion réunis.

1955 A divisão de Marpent é cedida às Oficinas de Construção Marpent.

1956 Baume & Marpent cessa suas atividades em Haine-Saint-Pierre. 

1962 Baume & Marpent é absorvida por Bouchout e Thirion Réunis para formar Baume, Marpent e Thirion Réunis (BMT)

1968 Boechoutse Metaalfabrieken assume Bouchout e Vilvoorde. Esta operação financeira marcará o encerramento definitivo das fábricas Haine-Saint-Pierre, Morlanwelz e Thirion Réunis.

 

Originalmente, a empresa especializou-se na construção de ferrovias. A partir de 1871 diversificou seu programa de produção e conquistou os cinco continentes: China, Médio Oriente, com uma predileção para o Egito, Ex Congo Belga, Brasil, Argentina, etc.

O seu programa consiste em obras de engenharia civil (pontes de todos os sistemas fixos e móveis); estruturas para edifícios civis (teatros, igrejas, panoramas, lojas etc.) e industriais (mercados, hangares, salas ...) gasómetros; tanques de água, óleo e ácido; grandes aparelhos mecânicos ferroviárias; fundições de aço produzidas no conversor Bessemer.

Baume & Marpent contribuiu, com outras fábricas belgas e estrangeiras, a desenvolver uma arquitectura industrial que está na origem da arquitetura moderna. A empresa produz uma arquitetura removível, que foi concebido de acordo com as exigências de exportação. As estruturas metálicas para mercados cobertos, igrejas, armazéns e teatros ilustram a experiência da empresa que atravessa a decoração eclética e processos de design "industrial" e fabricação: uso de "novos" materiais e processos construtivos (ferro e aço) ; sistematização; linha de trabalho; aplicação da moderna ditado "a forma segue a função"; disciplinas conjunção "engenharia -architecture".

O demolido pavilhão Floral, concebido para Paulo Villon, na ocasão da exposição internacional no Rio de Janeiro em 1922, era uma obra de Baume & Marpent.

O "Relatorio da Estrada de Ferro Sorocabana e Estrada de Ferro Funilense" referente ao ano de 1924 escreve na página 151 que possuiu de dois vagões de inspeção da Belga "Baume et Marpent"  com data de fabriação de 1913.

Fontes